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Qual é o negócio?

O RoboGol é o primeiro produto do mundo a trazer a robótica para o universo dos games. À primeira vista, ele poderia ser apenas mais um jogo de futebol, se não fosse um importante detalhe: cada jogador é responsável por controlar um robô de verdade! Para que isso fosse possível, foram desenvolvidos robôs-jogadores especificamente para essa finalidade, resultando em um produto que consagra a paixão nacional pelo futebol. Parece coisa do Japão, mas é um caso de inovação tecnológica 100% brasileiro.

O grande mérito do RoboGol é sua universalidade. Ele não foi feito para os PhDs em robótica, nem para os experts em tecnologia, e deste modo consegue atrair a atenção de todos, sejam pesquisadores, iniciados ou leigos – até as crianças podem jogar, ignorando completamente a tecnologia que têm nas mãos. O jogo é muito simples: cada pessoa controla um robô em campo por meio de joysticks com tecnologia wireless, em partidas de até quatro jogadores. Vence o time que fizer mais gols (óbvio).

Em matéria de entretenimento, o RoboGol é uma boa pedida para quem gosta de competitividade, especialmente pelo potencial em se tornar um cyber-esporte. Outro ponto forte é conseguir promover uma atividade social, tirando os gamers da frente da TV. Realmente a idéia é boa, mas fica a pergunta: quem hoje em dia pode pagar para ter o RoboGol? Resposta: poucos, pois ele está longe de ter o preço acessível de um vídeo-game ou de uma mesa de pebolim. E aí surge uma evidente contradição, já que muitos querem jogar e poucos podem comprar. Para resolver essa questão, uma saída óbvia seria a comercialização para parques de entretenimento e jogos eletrônicos, no tradicional modelo “pague e jogue”. Mas se seguíssemos por esse caminho, teríamos o RoboGol transformado num joguinho comum, mais um entre tantos outros que vemos nas casas de jogos, e esqueceríamos de seu diferencial, que é a exclusividade – no mundo.

Primeiramente, é preciso lembrar que o RoboGol é um sistema robótico. Se você mora no Brasil, não deve estar acostumado a encontrar robôs por aí, e provavelmente terá curiosidade em assistir a uma partida de futebol de robôs que está acontecendo bem na sua frente. Pode ser que você não queira jogar, por achar que é uma coisa boba ou que está muito velho pra isso. Mas isso não importa. Mesmo que seja uma única vez, de relance, a visão de robôs correndo atrás de uma bola não sairá da sua cabeça, e nada que você faça removerá essa lembrança. O mais interessante é que para quem está jogando não importa se o joystick está conectado ao computador ou a um campo com robôs, pois o objetivo é um só: marcar gols.

Entendendo isso, a pergunta “quem pode ter o RoboGol?” se torna agora o maior atrativo do produto, uma vez que a resposta é simples e direta: poucos. Assim, seria ingênuo pensar que o RoboGol só será usado por quem o joga. O que isso quer dizer? Que não existe apenas uma forma de “usar” o RoboGol. Por exemplo: uma empresa quer oferecer a seus clientes algo novo e diferente, para se destacar em meio à concorrência, e decide associar sua marca ao RoboGol. Deste modo, as pessoas poderão jogar o RoboGol sem custo nenhum, e ainda existe retorno na forma de marketing para a empresa. Ou então: “um presente especial para pessoas especiais”. Quem não gostaria de ter o RoboGol em sua sala de jogos? Enfim, são muitas as possibilidades quando se trata de um produto sem igual no mercado.

O RoboGol é a imagem perfeita daquilo que queremos transmitir para o mundo. O melhor futebol do planeta, misturado com a criatividade que só existe aqui. É um produto que deixa claro o desenvolvimento alcançado pelo Brasil, e mostra que estamos preparados para o futuro. E que venha 2014!

Robôs jogadores de futebol fabricados no Brasil estão conquistando o mercado nacional

A primeira empresa a produzir robôs móveis no Brasil prepara-se para atender o mercado de entretenimento nacional. A XBot de São Carlos (a 230 km de São Paulo, capital) deve produzir só neste ano de 2013, 25 unidades do seu RoboGol e para 2014 mais 40 unidades.

RoboGol é o primeiro produto em nível mundial a utilizar o conceito de game cibernético: robôs móveis que até um leigo pode controlar, desenvolvidos para o entretenimento. Consiste em um sistema criado para a realização de partidas de futebol de robôs, onde cada robô é controlado individualmente por um humano. As partidas podem ser jogadas por dois ou quatro jogadores dependendo do modelo, os quais comandam os robôs em ações de movimentação para frente e para trás, chute e rotação no próprio eixo, por meio de joysticks com tecnologia wireless. Os robôs são ágeis e robustos, possibilitando movimentos rápidos e respostas precisas aos comandos dos jogadores. A mesa do RoboGol não só delimita o espaço físico do campo de futebol, como também fornece alimentação elétrica contínua para os robôs, garantindo autonomia de 24 horas por dia. Ela é composta por placas metálicas condutoras, posicionadas de forma a estarem sempre em contato com os polos positivo e negativo na parte inferior dos robôs, para que nunca haja interrupções por “falta de bateria”. Além disso, estão presentes dois displays eletrônicos, que funcionam como placar e mostram também a duração da partida. O jogo é realizado com uma bola de golfe, e no seu decorrer são reproduzidos efeitos sonoros devidos a gol, início e fim de jogo.

Para Vladimir Garcia, sócio proprietário do grupo P&R Parques de Diversões, responsável pela rede de lojas Play Games, o RoboGol cumpre com as expectativas de público necessário para viabilizar economicamente sua aquisição. Foi realizado um teste de utilização do produto entre os dias 04 de julho a 29 de julho desse ano na loja da Play Games do Buriti Shopping da cidade de Mogi Guaçu (SP). O valor da ficha cobrado foi de R$4,20 por um período de jogo de quatro minutos. Foram realizadas 1527 partidas. Sendo 670 partidas com o valor normal (R$4,20); 470 partidas com o valor VIP (média de R$2,79) e 432 partidas com o valor Bônus, isto é, é cobrado um valor de ingresso para entrar na loja e jogar todos os brinquedos por um determinado tempo. No total, a receita financeira foi de R$3.378,45.

Para o diretor de tecnologia da XBot, Dr. Antonio Valerio Netto, “o grande mérito do RoboGol é sua universalidade. Ele não foi feito para os PhDs em robótica, nem para os experts em tecnologia, e deste modo consegue atrair a atenção de todas as faixas de idade e interesses. O jogo é muito simples: cada pessoa controla um robô em campo por meio de joysticks durante uma partida e vence a pessoa que fizer mais gols.”

O diretor comercial, Plinio João comenta que em matéria de entretenimento, o RoboGol é uma boa pedida para quem gosta de competitividade, especialmente pelo potencial em se tornar um cyber-esporte. Outro ponto forte é conseguir promover uma atividade social, tirando os gamers da frente da TV e unindo gerações para jogar uma partida de jogo que sem dúvida é a versão do século XXI para o nosso pebolim tradicional.