Tecnologias robóticas ajudam a indústria de games eletrônicos a inovar

A indústria mundial de games eletrônicos tem buscado se aperfeiçoar cadê vez mais para conquistar e manter sua legião de usuários. São gráficos 3D avançados, sistemas de interação homem-computador mais sofisticados onde o antigo joystick está sendo substituído por outros dispositivos que permitem maior interação, além dos jogos em rede onde um usuário pode competir com outros espalhados por todo o mundo. No Brasil, este mercado arrebanha multidões de jovens usuários entre oito e 16 anos e movimenta milhões de dólares, apesar da grande pirataria existente no país. São games dos mais diversos temas e utilizando plataformas tecnológicas diferentes que vão desde consoles até celulares, passando por árcades presentes em casas de jogos eletrônicos, além dos games para web presentes na Internet.

Neste universo onde se destacar é um desafio, e os usuários são ávidos por cada vez mais novidades, na última década, uma tecnologia começou a ser utilizada por empresas inovadoras desse segmento de entretenimento eletrônico com o objetivo de criar novos desejos juntos aos jogadores. Trata-se de games baseados em sistemas robóticos que permitem o usuário sair do meio digital e voltar para o ambiente real, ou melhor, manter um pé no digital e outro no real. Os robôs móveis jogam futebol, hockey, lutam sumô, participam de corridas e resgates, tudo controlado por joysticks sem fio.

Seguindo esta tendência mundial, uma pequena empresa de robótica de São Carlos (SP) chamada XBot desenvolveu o RoboGol. O RoboGol é o primeiro produto no mundo a utilizar o conceito de game cibernético. Consiste em um sistema criado para a realização de partidas de futebol de robôs, onde cada robô é controlado individualmente por um humano. As partidas podem ser jogadas por até quatro jogadores (dois times), os quais comandam os robôs em ações de movimentação para frente e para trás, chute e rotação no próprio eixo, por meio de joysticks com tecnologia sem fio. Os robôs são ágeis e robustos, possibilitando movimentos rápidos e respostas precisas aos comandos dos jogadores. A mesa do RoboGol não só delimita o espaço físico do campo de futebol, como também fornece alimentação elétrica contínua para os robôs, garantindo autonomia de 24 horas por dia. Ela é composta por placas metálicas condutoras, posicionadas de forma a estarem sempre em contato com os pólos positivo e negativo na parte inferior dos robôs, para que nunca haja interrupções por “falta de bateria”. Além disso, estão presentes dois displays eletrônicos, que funcionam como placar e mostram também a duração da partida. O jogo é realizado com uma bola de golfe, e no seu decorrer são reproduzidos efeitos sonoros devidos a gol, início e fim de jogo.

Pelas estimativas da empresa, mais de cinco mil pessoas já jogaram o RoboGol no ano de 2010. A proposta é que para o ano de 2011, a meta é atingir 25mil pessoas, isto é cinco vezes mais.

A XBot é a primeira empresa brasileira focada na fabricação e comercialização de robôs móveis para o mercado de educação e entretenimento. Este ano a estimativa da empresa é de fechar com um faturamento de meio milhão de reais em vendas.